Uma das maiores demonstrações da elevada carga tributária no Brasil pode ser percebida nos preços dos produtos eletrônicos importados. Para se ter uma idéia, uma máquina fotográfica digital que custa $ 199.99 nos Estados Unidos (R$ 230,08 convertendo para Real em valores atualizados e sem impostos) sai, em média, R$ 599. Ou seja, R$ 368,92 reais a mais.
E o problema não está na margem de lucro das lojas. Ao menos cinco taxas brasileiras incidem sobre bens de consumo importados. A principal delas é o Imposto de Importação (II), calculado sobre o valor aduaneiro e que tem alíquotas variáveis, chegando a custar 60% do valor do produto.
Além disso, o comerciante ainda paga IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que a depender do estado chega até 25%, PIS/Importação (Programa de Integração Social/Importação) e COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), que tem uma alíquota geral de 7,6%. O que fica evidente é que os altos preços dos eletrônicos, no Brasil, contribuem para a pirataria e o contrabando.
Dessa forma o Governo acaba perdendo duas vezes: 1 – deixa de arrecadar com os produtos ilegais; 2 - com preços mais acessíveis poderia vender mais produtos e, consequentemente, arrecadar mais.

Escrito por mbe2010 
