Santa Catarina é o primeiro Estado a aderir ao Movimento Brasil Eficiente

25/11/2010

A ideia é diminuir a carga tributária e racionalizar o gasto público

Ocorreu na segunda-feira do dia 22 de novembro, a adesão do Estado de  Santa Catarina ao Movimento Brasil Eficiente (MBE). A ação governamental aconteceu em Florianópolis, e foi oficializada pelo governador Leonel Pavan, na abertura do 6º Encontro do Conselho Nacional dos Órgãos de Controle Interno.

Segundo o governador, o estado tem avançado em grandes setores e buscam fazer muitos mais. “O objetivo de aderir ao MBE é reduzir a carga tributária e racionalizar o gasto público de Santa Catarina”, afirma o governador.

Uma iniciativa que merece aplausos por parte do governador e do Estado como um todo, são propostas assim que farão o País ganhar mais força e eficiência em um dos temas que mais que precisam de atenção, a economia e o controle dos gastos públicos através de uma redução na carga tributária e impostos.

 

Sobre o Movimento Brasil Eficiente

O Movimento Brasil Eficiente reúne o setor produtivo nacional, federações empresariais, empresas de segmentos variados e a sociedade civil em torno de uma proposta de reformulação fiscal e tributária que garanta ao país um crescimento econômico sustentável, consistente, constante e acelerado.

Tem como meta ressaltar a importância, tanto para população, e principalmente para os políticos a importância de diminuir o peso da carga tributária sobre o setor produtivo, simplificar e racionalizar a complicada estrutura tributária, melhorando a gestão dos recursos públicos. (neste período coloque um pouco do estudo que virou livro da autoria dos professores Raul Velloso e Paulo Rabello de Castro).

O Movimento surgiu após uma série de debates e concluiu-se que o Brasil é capaz de crescer caso o governo diminua os impostos. Reduzindo nos próximos dez anos a carga tributária de 40 para 30% do PIB, além de permitir o investimento, fazendo com que o PIB chegue ao nível de 25%, e onde empresas e governo sejam mais competitivos. Além disso, fazer com que o orçamento público seja equilibrado com redução dos gastos públicos tornando um país mais eficiente.


Dez propostas para um Brasil mais eficiente

11/11/2010

PRIMEIRA PROPOSTA: Aprovar meta decenal (2011-2020) inscrita em lei própria, de ajuste do gasto público e de contenção da carga tributária, que chamaremos de “LEI DO BRASIL EFICIENTE”!

SEGUNDA PROPOSTA: Aprovar meta decenal de crescimento, entre 2011 e 2020, na média de 6% ao ano, impulsionada por investimento da ordem de 25% do PIB no período e trazendo o nível de pobreza dos atuais 24% para apenas 15% da população.

TERCEIRA PROPOSTA: Limitação gradativa ao aumento do gasto público, monitorado por Conselho de Gestão Fiscal, a ser criado nos moldes do Conselho Monetário Nacional (conforme o artigo 67 da Lei de Responsabilidade Fiscal), que estabelecerá ajustes anuais em tributos e empenhos de despesas para atender ao estrito cumprimento da meta decenal de redução da carga tributária.

QUARTA PROPOSTA: Redução gradual da carga tributária, conforme a Lei do Brasil Eficiente (2011-2020), na base de um ponto percentual por ano até se atingir o patamar limite de 30% do PIB.

QUINTA PROPOSTA: Simplificação e racionalização do Sistema Tributário Nacional, mediante conjugação de impostos e contribuições diversas, assim se reduzindo a sua quantidade e os custos de sua administração pelo contribuinte.

SEXTA PROPOSTA: Transparência total na cobrança de tributos incidentes sobre a circulação econômica, mediante adoção de um “Imposto sobre Valor Agregado” (IVA) que aglutine todos os tributos hoje incidentes de cobrança federal (como IPI, PIS e COFINS, CIDE e IOF) e federativos (como ICMS e ISS) para que o contribuinte pague uma só vez e saiba com qual alíquota final está, de fato, arcando.

SÉTIMA PROPOSTA: Dedicar a arrecadação integral do novo Imposto de Renda (IRPF + IRPJ + CSLL + Contribuição Patronal ao INSS) ao financiamento da Previdência Social brasileira, mas limitando o gasto total previdenciário (INSS + regimes próprios) a 10% do PIB até 2020.

OITAVA PROPOSTA: Destinar, por ano, até 5% do PIB à infraestrutura nacional, através de investimentos do setor público, alocando a totalidade do Fundo do Regime Geral da Previdência Social, a ser criado, conforme o art. 68 da LRF, pelo recolhimento mensal das contribuições individualizadas de seus participantes.

NONA PROPOSTA: Limitar o crescimento da despesa de Pessoal, fomentando a ascensão por mérito e o treinamento continuado, e das despesas em Assistência Social, por meio de aperfeiçoamento dos critérios de elegibilidade, desestimulando o socorro permanente, consolidando programas superpostos e realizando aferições rigorosas de seu retorno efetivo.

DÉCIMA PROPOSTA: Adotar cinco metas na gestão educacional – Aferição, Responsabilização, Premiação, Descentralização e Priorização – a fim de se obter no Brasil, nos próximos vinte anos, avanço em escolaridade comparável ao da Coréia do Sul em duas décadas passadas.


Movimento Brasil Eficiente lança aos brasileiros os desafios de 2020 e 2030

04/11/2010

* Por Paulo Rabello de Castro

Já pensou um País três vezes o tamanho atual da economia brasileira? Mas não só isso. Pense, principalmente, na possibilidade de um Brasil de fato muito mais saudável, mais longevo e mais escolarizado, detendo uma renda pessoal de país desenvolvido, como a Espanha dos dias de hoje. Isso tudo é possível e realizável. E com muito menos pobreza e renda bem distribuída. Na página seguinte, veja a comparação entre duas versões de Brasil, uma turbinada pela Eficiência; outra, no “mais-do-mesmo”. Em seguida, se estiver confortável com o desafio, faça sua opção.

É preciso considerar, porém, que a chance de acontecer essa história de lances felizes depende menos de descobertas como a do pré-sal, por mais importantes que sejam, e muito mais de planejamento do uso MAIS EFICIENTE dos recursos humanos, morais e de capital que estão à nossa disposição, independente de novas descobertas minerais. Até 2030, há “um Brasil a mais” a ser conquistado pelo trabalho, que não deriva de sorte nem de escavação, e sim, de estratégias vencedoras num País capaz de fazer as escolhas certas.

Que escolhas são essas? Primeiro, a taxa de investimento do Brasil, que hoje se encontra estancada em faixa inferior a 20% do PIB, quando o nível requerido para crescer 6% ao ano seria de 25%. (Para comparação, a China acumula capital a mais de 40% ao ano, a Coréia a mais de 30% e o Chile, a cerca de 25%). Esse é nosso primeiro desafio: organizar a sociedade brasileira, os empresários e trabalhadores, para conduzir um processo mais intenso de investimentos ao longo desta década que se inicia, o que depende menos de iniciativas do tipo PAC, e mais de confiança e saldos de geração de caixa (Ebitda) para sustentar investimentos ao longo destes dez anos.  No seguinte decênio, de 2020 a 2030, a sorte ou azar já estarão lançados pelo desempenho da década atual; logo, o que não ficar decidido e alcançado nesta etapa, não será em 2015 ou em 2020 que conseguiremos acelerar e compensar.

Daí a relevância do segundo desafio: cabe à sociedade brasileira, por meio de suas lideranças civis, empresariais, classistas ou profissionais, de trabalhadores e comunidades, levantar a bandeira de uma NOVA ESTRUTURA TRIBUTÁRIA no Brasil, acompanhada de controles mais rigorosos da despesa corrente do Estado e muito mais transparência de como se arrecadam tributos e de como se gasta o dinheiro do contribuinte. Por que isso é fundamental? Esta cobrança injusta de impostos corresponde, justamente, à fração da poupança privada potencial que hoje é subtraída, no circuito financeiro, do caixa das empresas e das contas dos trabalhadores para pagar o excesso de gastos públicos, sem repercussão nos investimentos. Estancar o avanço da CARGA TRIBUTÁRIA passou a ser missão patriótica, além de ser razão lógica para a aceleração da prosperidade geral.

Mas não precisamos chegar à Eficiência do Estado por meio de cortes generalizados de despesas. Se o País crescer vigorosamente, abrigará despesas também crescentes, desde que racionais, na área dos investimentos sociais, como educação e saúde, e no campo econômico, como infraestrutura, pesquisas científicas e sustentabilidade ambiental. Essencial é aprovar uma Lei do Brasil Eficiente, passando a cumprir a atual Lei de Responsabilidade Fiscal que, no seu artigo 67, prevê um CONSELHO DE GESTÃO FISCAL, dotado de poderes para harmonizar os interesses fiscais das três esferas de governo, mantendo os gastos em linha com o tamanho do bolso dos contribuintes.

Nossa proposta é muito simples: DEZ – DEZ – DEZ. Os gastos do Estado brasileiro e de sua Previdência Social devem ser contidos, cada um, na marca de 10% do PIB. Ou seja, a Previdência deve ter seu dispêndio anual limitado a 10% do PIB (e, ainda assim, se gastará mais do que em qualquer outra nação de tamanho equivalente ao nosso!); a máquina federal não pode custar mais do que 10% do PIB (e isso já é muito); e os outros 10% serão para repartir entre gastos de estados e municípios.

Seremos um Brasil mais forte quando o governo que nos administra for mais leve, mais rápido e mais presente. Nas DEZ PROPOSTAS DO MOVIMENTO BRASIL EFICIENTE, que acompanham esta introdução, está colocado o desafio de ajustar a carga tributária atual, em dez anos, até 2020, e que hoje chega a quase 40% do PIB, de volta aos 30%. Será, portanto, um ajuste gradual, sem traumas, e por isso mesmo, sem desculpas de não ser aprovado, desde logo, pelo Congresso Nacional que se instalará em Brasília em janeiro de 2011.

Estamos organizando uma Frente Parlamentar e um conjunto de projetos de Lei e de Emendas constitucionais para garantir esta grande meta nacional, apoiada por uma campanha popular e um Abaixo-assinado, visando à rápida aprovação dessas normas pelo Congresso.

Os próximos vinte anos valem nossa mobilização e coragem de lutar. Não vamos deixar que o próximo governo fique sozinho, quebrando a cabeça na busca de caminhos para o desenvolvimento. Há um Brasil do tamanho do nosso maior sonho esperando por nós até 2030. O desafio desta geração é não deixar que o sonho nos escape pela janela da omissão. Afinal, a oportunidade de cada um de nós ter a renda, salário ou patrimônio pessoal multiplicado por dois, por três ou quatro, em apenas alguns anos, não faz mal a ninguém, muito menos ao governo.

*ECONOMISTA, PRESIDENTE DO INSTITUTO ATLÂNTICO E COORDENADOR DO MOVIMENTO BRASIL EFICIENTE


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